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Postado em 03 de Junho de 2014 às 11h17

Documento da ONU mostra panorama sobre consumo de substâncias

Drogas (5)

Documento da ONU também mostra panorama sobre consumo de substâncias como opióides, cocaína, maconha e ecstasy. Yury Fedotov, Diretor Executivo do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), resumos correspondentes sobre o recém-lançado Drug Report 2011 World.


Relatório mundial da ONU sobre drogas, divulgado nesta quinta-feira (23), aponta que o Brasil, assim como Venezuela e Argentina continuam sendo os países com prevalência e número absoluto elevado de usuários de anfetamina e metanfetamina na América do Sul. O documento do UNODC (Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, na sigla em inglês) mostra que a prevalência anual do uso de substâncias do grupo das anfetaminas, na América do Sul, continua próxima da média mundial, com estimativas entre 0.5% e 0.7% da população entre 15-64 anos ou entre 1,34 e 1,89 milhões de pessoas nesse grupo de idade que fizeram uso dessas substâncias no ano anterior.


Pesquisa nacional feita entre estudantes universitários no Brasil em 2009 mostra que a revalência anual do uso de anfetaminas entre estudantes foi relatada como de 10,5%. A prevalência anual foi maior entre estudantes mulheres (14,1%) do que entre estudantes homens (5,5%), e também foi maior entre estudantes mais velhos, isto é, aqueles de 35 anos ou mais (18.6%), seguidos por estudantes entre 25-34 anos (13,7%). O uso de substâncias como anfetaminas é relatada como sendo mais comum entre mulheres devido aos efeitos anoréxicos e a uma cultura predominante de uso de medicamentos para propósitos de perda de peso.


Opióides:
Bolívia (0,6%), Brasil (0,5%) e Chile (0,5%) continuam como países com altas taxas de uso de opióides (ópio/heroína). Na América do Sul, a prevalência anual do uso dessas substâncias (principalmente o uso não médico de opióides de prescrição) está estimada entre 0,3 – 0,4% da população adulta, ou entre 850.000 – 940.000 pessoas entre 15 – 64 anos. Na América Central, a taxa da Costa Rica é maior que a média global (2,8%). Na América do Sul e na América Central, preparados à base de codeína estão entre os opióides mais comuns. A demanda por tratamento em toda a região tem permanecido estável ao longo dos últimos anos. Em 2009, 9,6% dos casos de tratamentos foram relacionados ao uso de opióides.


Cocaína:
Não há atualização no âmbito de uso de cocaína na América do Sul e Central. Argentina (2,6%), Chile (2,4%) e Uruguai (1,4%) são países que continuam com alta prevalência de uso de cocaína entre a população geral nestas sub-regiões. Os três países do Cone Sul, Brasil, Argentina, e Chile, juntos somam dois terços de todos os usuários de cocaína da América do Sul, Central e Caribe. Os países do Caribe somam 7% do total e a América Central 5%.


Contudo, o Brasil tem uma taxa de prevalência menor de 0,7% da população entre 15-64 anos, por causa de sua grande população o país tem o maior número de usuários de cocaína (900.000) na América do Sul. De acordo com uma pesquisa nacional em 2009 entre estudantes universitários no Brasil, a prevalência anual do uso de cocaína foi de 3% dos estudantes de 18 a 35 anos. O uso de cocaína foi muito menor entre estudantes mulheres que entre homens. Entre estudantes de 18-24 anos e 25-34 anos, níveis comparáveis de uso de cocaína recente e atual foram relatados, o qual foi muito maior do que o comparado ao uso de cocaína relatado entre estudantes de 18 a 35 anos.


Em relação ao crack, diversos países nas Américas, especialmente na América Central e no Caribe, assim como no Brasil, nos Estados Unidos e na República Bolivariana da Venezuela, relataram apreensões da substância assim como de base de cocaína e de cocaína em pó. Em 2009, apreensões de crack somaram 194 kg no Panamá, 163 kg nos Estados Unidos e 80 kg na República Bolivariana da Venezuela; em 2008, a maior quantidade foi apreendida no Brasil (374 kg). Em 2009, o maior número de tais apreensões globais foi relatado pela República Dominicana (4.173 casos de apreensões), Canadá (1.822) e pela Venezuela.


Ecstasy:
No Brasil, a prevalência anual do uso de ” ecstasy” segundo pesquisa nacional feita entre estudantes universitários em 2009 foi de 3,9%, claramente excedendo estimativas do UNODC para populações em geral, em torno de 0,2%. Como no resto do mundo, o uso do ‘ ecstasy’ foi mais comum entre estudantes homens do que entre mulheres. A prevalência anual e de 30 dias anteriores à pesquisa foi maior entre estudantes entre 18-24 do que entre qualquer outra faixa de idade.


Em 2010, o Brasil apreendeu 2.740 pílulas de ‘ ecstasy’ e 5.910 unidades de metanfetamina. Autoridades Brasileiras fecharam um laboratório de ‘ ecstasy’ , novamente no Paraná, assim como um laboratório de metanfetamina no estado de Santa Catarina, em 2009. O Chile fechou um laboratório de fabricação de mescalina, em 2009. Apreensões e investigações das autoridades chilenas também apontam para o tráfico de efedrina do Chile para o México. A Colômbia apreendeu 126.573 pílulas de ATS em 2009, incluindo 23.477 pílulas de ‘ ecstasy’.


Maconha:
Grandes quantidades de maconha, assim como da planta da maconha, continuaram sendo apreendidas na América do Sul. Apreensões nesta região alcançaram até 946 toneladas métricas em 2007 e, desde então, caiu duas vezes sucessivamente, ficando em 598 toneladas métricas, em 2009. As maiores apreensões foram registradas na Colômbia, onde as apreensões diminuíram de 255 toneladas métricas, em 2008, para 209 toneladas métricas, e no Brasil, onde as apreensões também caíram de 187 toneladas métricas, em 2008, para 131 toneladas métricas. Em termos relativos, um aumento significativo foi registrado na República Bolivariana da Venezuela, onde as apreensões aumentaram 58%, em 2009, alcançando 33 toneladas métricas – o maior índice desde 1990.

fonte: http://www.isaude.net

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